Barulho excessivo em condomínio

8 de abril de 2015

 

Viver em condomínio é encontrar um meio termo entre direitos individuais e comuns. Basta boa vontade.

O convívio com os vizinhos no condomínio só é bom se for harmonioso e amigável, mas muitas vezes a harmonia esbarra em um alvo constante de desentendimento: o barulho. Apesar de todo empreendimento ter regras com relação a ele, não é incomum que falte bom senso e sobrem problemas.

Fernanda Delazari residiu a vida toda em casa térrea e não conhecia esse ponto de discórdias condominial até começar a morar em um apartamento, em outra cidade.

“Quando me mudei para Belo Horizonte, aluguei um apartamento no qual a maioria dos condôminos era estudante, ou seja, barulho na certa. No andar de cima moravam quatro meninos e eles tinham uma banda. No começo era até legal, mas depois passou a ser insuportável, pois como todos estudavam na parte do dia, a noite era o tempo que eles tinham para ensaiar, e eu para descansar. Nunca fui de briga, mas quando já não aguentava mais eu resolvi agir. Educadamente interfonei para eles e pedi que começassem a ensaiar mais cedo. Eles me atenderam numa boa! Acredito que a cordialidade entre as partes é a melhor solução”, conta.

Advertência ou multa – Infelizmente, em muitos casos não adianta apenas pedir para conseguir resultados. Normalmente, barulhos são liberados das 9h às 22h em condomínio, e apesar da maioria ter consciência disso, nem todos cumprem. Grandes condomínios chegam, inclusive, a contratar um conselheiro condominial para tentar resolver as desavenças causadas por barulho.

Alex Romano é conselheiro de um grande condomínio no Itaim Paulista, São Paulo, e ele conta que o morador é procurado e orientado da melhor forma.

Após o primeiro contato, havendo a continuidade do problema, quem não para de fazer barulho pode ser advertido ou multado.

Se o condomínio não tiver conselheiro, é válido levar o problema ao conhecimento do síndico, que fará a ponte entre o morador barulhento e o morador prejudicado, para advertir ou aplicar a multa prevista em convenção.

Isolamento acústico — Os problemas relacionados a barulho podem ter origem lá atrás, no momento em que o prédio é construído. Muitas técnicas de construção acabam não dando importância a este item, o que cria um péssimo isolamento acústico de um apartamento para o outro.

Como as normas técnicas costumam não ser eficientes, é preciso tomar cuidado na hora de comprar ou alugar um apartamento, já que todas as construtoras alegam cumprir as regras, mas como são mal elaboradas, não conseguem cumprir com o objetivo de preservação de barulho.

Quem não tem interesse em perturbar os vizinhos, mas tem consciência de que faz muito barulho, pode resolver o problema com o isolamento acústico. Há empresas que só realizam este tipo de serviço, que visa à minimização da reflexão das ondas sonoras no ambiente.

Tranquilidade no dia a dia

– Barulho de reforma em unidades, quando feito dentro do horário estabelecido pelo regulamento Interno, deve ser tolerado. No caso de obras, o horário padrão, em geral, é das 8h às 17h, mas isso varia de acordo com cada condomínio

– Há também o exemplo clássico de moradores que tocam bateria ou outros instrumentos musicais nas unidades. Neste caso pode-se solicitar que seja colocado um revestimento acústico no cômodo onde costuma tocar

– Tapetes ajudam a amenizar problemas causados ao se arrastar móveis e andar de salto

– De forma geral, a melhor solução é o bom senso. Se ele não existe, vale comunicar ao síndico, que pode conversar com o morador barulhento e até aplicar multa se nada for resolvido.

Fonte: http://icondominial.com.br/blog/durma-se-com-um-barulho-desses-2/


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